Rio de Janeiro – O deputado estadual Gil Diniz (PL-SP) protocolou denúncia no Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) contra a escola de samba Acadêmicos de Niterói. Em publicação feita em 1º de fevereiro na rede social X, o parlamentar afirma que a agremiação promove “ataque político com uso de dinheiro público” ao planejar, para 15 de fevereiro, o desfile com o enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”.
Segundo Diniz, painéis que serão exibidos na Marquês de Sapucaí trazem imagens ofensivas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Uma delas mostra o ex-chefe do Executivo com o rosto avermelhado e a frase “rindo igual a um condenado”. Bolsonaro foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 27 anos e três meses de prisão e cumpre pena no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, no Complexo da Papuda.
Outra arte prevista para o desfile representa Bolsonaro em preto e branco, com as mãos manchadas de sangue, acompanhada da mensagem “sem mitos falsos”. Setores da esquerda atribuem ao ex-presidente omissão na gestão da pandemia de Covid-19, que resultou em aproximadamente 716 mil mortes no país.
A Acadêmicos de Niterói também fará menções à ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), presa na Itália e à espera da conclusão do processo de extradição. Zambelli foi condenada por contratar o hacker Walter Delgatti Neto para invadir sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e teve o mandato cassado por decisão do ministro Alexandre de Moraes, apesar de a Câmara ter votado pela permanência dela no cargo.
A primeira-dama Janja da Silva confirmou presença no desfile da escola, que pretende narrar a trajetória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A neta do petista, Bia Lula, também participará, enquanto a presença do presidente ainda não está definida.
A reportagem entrou em contato com a Acadêmicos de Niterói e aguarda retorno.
Com informações de Gazeta do Povo