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Deputada católica Simone Marquetto desponta como possível vice de Flávio Bolsonaro

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Brasília — A deputada federal Simone Marquetto (PP-SP), 50 anos, emergiu como principal nome para a vaga de vice na chapa presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL) após reunião realizada no início da semana, em São Paulo.

Ex-prefeita de Itapetininga e ex-jornalista, Marquetto divulgou vídeo para seus 163 mil seguidores no Instagram confirmando o encontro. “Flávio, é uma alegria esse bate-papo, esse trabalho que nós estaremos unidos pelo Brasil, sempre respeitando nossa fé”, afirmou a parlamentar, conhecida pela atuação como influenciadora católica.

Estratégia para o voto cristão

Bolsonaro elogiou o trabalho da deputada “junto à comunidade católica” e destacou a “defesa da família” como ponto de convergência. A aproximação ocorre em meio a resistências de lideranças evangélicas ao nome de Flávio, cenário que levou a campanha a buscar apoio mais amplo entre eleitores cristãos.

Nos bastidores, integrantes do PL e do PP avaliam que a escolha de Marquetto pode reforçar a capilaridade da chapa em São Paulo, maior colégio eleitoral do país. “Ela é atualmente a maior liderança política do Brasil dentro da Igreja Católica”, diz nota do diretório paulista do Progressistas, articulada pelo presidente estadual Maurício Neves e pelo presidente nacional do partido, senador Ciro Nogueira.

Trajetória política e religiosa

Reeleita prefeita de Itapetininga entre 2017 e 2022, Simone Marquetto assumiu mandato na Câmara nesta legislatura. No Congresso, criou o Dia Nacional do Rosário da Virgem Maria e organizou sessão solene para a imagem peregrina de São Miguel Arcanjo, fortalecendo seu vínculo com movimentos católicos e com o frei Gilson.

Antes de chegar ao PP, o nome da deputada chegou a ser cogitado como possível vice em chapa conservadora do PSD. Outra opção ventilada para a vaga de Flávio é a senadora Tereza Cristina (PP-MS), mas aliados avaliam que Marquetto entrega perfil feminino, interior paulista e forte identidade religiosa em um só movimento.

Análise de especialistas

Para o cientista político Samuel Oliveira, a escolha “resolve três problemas ao mesmo tempo: é mulher, tem linguagem católica explícita e vem do interior paulista”. Ele pondera, contudo, que a parlamentar “ainda é pouco conhecida nacionalmente” e poderia ser vista mais como engenharia eleitoral do que como nome de massa.

As conversas entre PP e PL continuam, mas dirigentes de ambas as siglas avaliam que o acerto pode ser anunciado antes das convenções partidárias de 2026.

Com informações de Gazeta do Povo