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Deputada aciona Casa Civil para saber por que governo criticou EUA sem citar Maduro

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Brasília — 07.jan.2026 — A deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC) protocolou nesta terça-feira (7) um pedido de informações à Casa Civil para esclarecer se houve orientação direta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a fim de evitar a menção nominal ao líder venezuelano Nicolás Maduro no posicionamento oficial do Brasil que condenou a ação dos Estados Unidos na Venezuela.

Aliada do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Zanatta solicitou que o requerimento seja apreciado pela Câmara dos Deputados ainda durante o recesso parlamentar, alegando “urgência” em razão da repercussão internacional do caso. “É imprescindível esclarecer se o posicionamento adotado decorreu de decisão política direta do chefe do Poder Executivo”, argumentou a parlamentar no documento.

Questionamentos à Casa Civil

No requerimento, a deputada pede que o ministro Rui Costa informe:

  • se o presidente Lula participou da definição, validação e coordenação da nota oficial;
  • se houve orientação específica para não citar Maduro;
  • se as declarações de Lula no dia da operação norte-americana passaram por análise prévia da Casa Civil;
  • qual foi o papel da pasta na elaboração da posição apresentada pelo Brasil na reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU, em 5 de janeiro.

Zanatta também cobra explicações sobre a decisão de condenar apenas a ação dos EUA, sem comentar as denúncias internacionais contra o regime venezuelano, que incluem violações de direitos humanos, narcotráfico e crimes contra a humanidade. Ela lembra que o próprio governo brasileiro não reconheceu a reeleição de Maduro em 2024 por suspeita de fraude.

Para a deputada, a postura adotada “gera insegurança institucional” ao criticar um país democrático e silenciar sobre um governo acusado de perseguir opositores e provocar êxodo humanitário.

O pedido de informações segue o rito regimental da Câmara. Caso não seja respondido em até 30 dias, o Executivo poderá ser enquadrado em crime de responsabilidade, conforme prevê a Constituição.

Com informações de Gazeta do Povo