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Delegado responsável por relatório que indiciou Bolsonaro trabalhou para deputado do PT

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Brasília – O delegado da Polícia Federal Itawan de Oliveira Pereira, autor do relatório que embasou o indiciamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), atuou como assessor parlamentar do então deputado federal Leo de Brito (PT-AC) entre 2017 e 2019, segundo dados divulgados pelo jornalista Cláudio Dantas.

À época, Leo de Brito presidia a Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados, onde Pereira iniciou sua passagem pela Casa. Na sequência, transferiu-se para o gabinete do parlamentar petista. Brito ocupa hoje o cargo de secretário especial no Ministério da Educação, comandado por Camilo Santana, e mantém vínculo político com o presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, aliado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Formação e início da carreira

Formado em Direito em 2015 pelo UniCeub, em Brasília, Pereira começou a carreira como estagiário em escritórios de advocacia no Acre e na capital federal. Após obter a inscrição na Ordem dos Advogados do Brasil, participou como advogado de investigações de destaque conduzidas pela própria Polícia Federal, como a Operação Circus Máximus, que apurou irregularidades no Banco de Brasília (BRB), além de processos envolvendo o ex-governador do Amazonas José Melo.

Ingresso na Polícia Federal

O delegado ingressou na PF em 2019, inicialmente lotado na Superintendência do Acre. Em 2023, foi transferido para Brasília para integrar a equipe que investiga Bolsonaro, familiares e ex-assessores. Atualmente, está alocado na Coordenação de Investigação e Operações de Contrainteligência, setor que tradicionalmente reúne servidores com mais tempo de serviço.

Questionamentos sobre possível conflito de interesse

O histórico de atuação de Pereira junto a um parlamentar do PT motivou questionamentos sobre potencial conflito de interesse na condução de inquéritos que envolvem adversários políticos da sigla. Procurada pelo portal de Cláudio Dantas, a direção da Polícia Federal preferiu não comentar o caso.

Em nota genérica, a corporação informou que o processo de ingresso na instituição passa por investigação social que analisa a idoneidade moral e a conduta pessoal do candidato. Para setores de inteligência, acrescentou, o procedimento é mais rigoroso, seguindo protocolos de segurança e normas legais de prevenção a conflitos de interesse.

Com informações de Direita Online