A defesa do perito Eduardo Tagliaferro protocolou nesta quarta-feira (27) um mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal (STF) para derrubar a citação por edital determinada pelo ministro Alexandre de Moraes. O ato foi cumprido após a Corte alegar não ter localizado o endereço do réu.
Os advogados Paulo Faria e Filipe Oliveira afirmam que o endereço de Tagliaferro, residente na Itália, está registrado nos autos e era de conhecimento do relator. Segundo a petição, classificar o ex-assessor de Moraes no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) como “em local incerto e não sabido” é “materialmente falso” e contraria o Código de Processo Penal (CPP), que prevê carta rogatória para citados no exterior.
Na peça, os defensores acusam o ministro de agir por “vingança pessoal” e cometer “desonestidade funcional”, acumulando, segundo eles, os papéis de vítima, acusador e julgador. O documento descreve Tagliaferro como “perseguido político” e vítima de “tortura” estatal.
Além da anulação da citação, a defesa pede gratuidade de Justiça e a declaração de suspeição de Moraes para conduzir o processo. Os advogados relatam que o cliente está desempregado e deixou o Brasil “para fugir à perseguição pessoal” do magistrado.
Em novembro de 2025, a Primeira Turma do STF recebeu denúncia contra Tagliaferro por suposta violação de sigilo funcional, obstrução de investigação de organização criminosa, coação no curso do processo e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.
Com informações de Gazeta do Povo