Os advogados de Carla Zambelli (PL-SP) apresentarão um pedido formal à Justiça italiana para que o processo de extradição da ex-deputada seja redistribuído a outro grupo de magistrados. A medida surge após novo adiamento da decisão, agora prevista para fevereiro.
O procedimento permanece pendente desde 2025, acumulando sucessivas remarcações de audiências e a interrupção de atividades do Judiciário na Itália. Na sessão mais recente, os juízes analisaram documentos enviados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) — responsável por solicitar a extradição — e os argumentos da defesa.
Estrategia de anulação do colegiado
A equipe de defesa argumenta que o colegiado atual carece de imparcialidade para conduzir o caso. Caso o tribunal aceite a substituição dos magistrados, a ação poderá retornar à fase inicial, reabrindo praticamente todo o trâmite.
Condenações no Brasil
Zambelli já foi condenada em duas ações no STF. Em uma delas, recebeu 10 anos de prisão por invasão de sistemas do Conselho Nacional de Justiça e falsidade ideológica, caso que envolveu o hacker Walter Delgatti Neto. Na segunda, foi sentenciada a 5 anos e 3 meses por porte ilegal de arma após um confronto na véspera da eleição presidencial de 2022.
Preferência por permanecer na Itália
Segundo o advogado Fábio Pagnozzi, a ex-parlamentar pretende ficar sob custódia em território italiano se a Justiça local reconhecer a equivalência dos crimes no direito do país. A defesa sustenta que cumprir pena na Itália seria juridicamente mais favorável e acrescenta que o envio de Zambelli à Penitenciária Feminina de Brasília representaria risco à sua segurança devido à atuação política que exerceu.
Com informações de Direita Online