Home / Política / Advogados de Bolsonaro contestam pedido da PF para vigilância 24h dentro da residência

Advogados de Bolsonaro contestam pedido da PF para vigilância 24h dentro da residência

ocrente 1756268835
Spread the love

Os advogados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) criticaram o pedido encaminhado pela Polícia Federal (PF) ao Supremo Tribunal Federal (STF) para manter agentes 24 horas dentro da casa onde ele cumpre prisão domiciliar. A solicitação foi registrada em 26 de agosto de 2025.

No documento, a PF sustenta que a presença permanente de policiais é necessária para garantir o cumprimento da prisão preventiva e evitar possíveis tentativas de fuga. Segundo a corporação, a tornozeleira eletrônica adotada para monitoramento pode falhar devido à qualidade do sinal de telefonia e a interferências externas.

Representante de Bolsonaro, o advogado Paulo Cunha Bueno afirmou à CNN Brasil que a iniciativa é “constrangedora” e “desnecessária”. Ele lembrou que decisão anterior do ministro Alexandre de Moraes autorizava apenas a vigilância externa da residência. “Não há cabimento em colocar uma equipe dentro de casa, já que o objetivo pode ser alcançado com a permanência externa”, declarou.

O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, citou precedentes judiciais que, segundo ele, permitem a entrada de policiais no interior do imóvel para assegurar a efetividade da prisão domiciliar. Moraes encaminhou o pedido à Procuradoria-Geral da República (PGR) para análise.

Reações políticas

Aliados do ex-presidente repudiaram a medida. O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) questionou o uso de recursos públicos para vigiar “um adversário político que nunca foi condenado”.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) classificou a possibilidade de vigilância interna como “humilhação desnecessária” e afirmou que o pai “vai ser livre novamente” e, “se Deus quiser”, disputará a Presidência em 2027.

Já o vereador Jair Renan Bolsonaro (PL-SC) considerou a proposta “perseguição política” contra “um senhor de 70 anos, com problemas de saúde, tratado como criminoso de alta periculosidade”.

Com informações de Gazeta do Povo