Os advogados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) criticaram o pedido encaminhado pela Polícia Federal (PF) ao Supremo Tribunal Federal (STF) para manter agentes 24 horas dentro da casa onde ele cumpre prisão domiciliar. A solicitação foi registrada em 26 de agosto de 2025.
No documento, a PF sustenta que a presença permanente de policiais é necessária para garantir o cumprimento da prisão preventiva e evitar possíveis tentativas de fuga. Segundo a corporação, a tornozeleira eletrônica adotada para monitoramento pode falhar devido à qualidade do sinal de telefonia e a interferências externas.
Representante de Bolsonaro, o advogado Paulo Cunha Bueno afirmou à CNN Brasil que a iniciativa é “constrangedora” e “desnecessária”. Ele lembrou que decisão anterior do ministro Alexandre de Moraes autorizava apenas a vigilância externa da residência. “Não há cabimento em colocar uma equipe dentro de casa, já que o objetivo pode ser alcançado com a permanência externa”, declarou.
O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, citou precedentes judiciais que, segundo ele, permitem a entrada de policiais no interior do imóvel para assegurar a efetividade da prisão domiciliar. Moraes encaminhou o pedido à Procuradoria-Geral da República (PGR) para análise.
Reações políticas
Aliados do ex-presidente repudiaram a medida. O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) questionou o uso de recursos públicos para vigiar “um adversário político que nunca foi condenado”.

Imagem: Waldir Barreto
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) classificou a possibilidade de vigilância interna como “humilhação desnecessária” e afirmou que o pai “vai ser livre novamente” e, “se Deus quiser”, disputará a Presidência em 2027.
Já o vereador Jair Renan Bolsonaro (PL-SC) considerou a proposta “perseguição política” contra “um senhor de 70 anos, com problemas de saúde, tratado como criminoso de alta periculosidade”.
Com informações de Gazeta do Povo