A Defensoria Pública do Distrito Federal (DPDF) abriu, nesta terça-feira (13), procedimento para averiguar as condições de saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. A investigação atende a pedidos encaminhados pelo senador Izalci Lucas (PL-DF) e pelo deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO).
Em publicação na rede social X, Gayer informou que protocolou a solicitação na segunda-feira (12) e que o órgão deferiu a abertura da apuração no dia seguinte. Já Izalci Lucas afirmou, em vídeo divulgado nas redes, que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), age por “vingança” contra Bolsonaro, sentenciado a 27 anos e três meses de prisão por suposta tentativa de golpe de Estado.
A defesa do ex-presidente alega que o quadro de saúde se agravou após uma queda ocorrida na cela na semana passada. Bolsonaro foi atendido pela equipe médica de plantão na manhã seguinte ao incidente; a transferência para um hospital só foi autorizada por Moraes no dia seguinte ao pedido dos advogados.
Segundo o cardiologista Brasil Caiado, que acompanha Bolsonaro, exames indicaram traumatismo craniano leve sem lesões intracranianas. No fim de semana, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro relatou que o marido apresenta tonturas e instabilidade ao se levantar.
O Conselho Federal de Medicina (CFM) chegou a instaurar sindicância para analisar o atendimento médico fornecido pela Polícia Federal, mas a iniciativa foi anulada por Moraes, que determinou o depoimento do presidente do CFM, José Hiran da Silva Gallo, à corporação.
Até a publicação desta reportagem, a Defensoria Pública do DF não havia se manifestado sobre o andamento do procedimento.
Com informações de Gazeta do Povo