Brasília – A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) disse nesta terça-feira (3) que a postura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em relação aos governos do Irã e da Rússia “vai pesar” na disputa eleitoral de 2026.
Ao abrir, no Senado Federal, a exposição fotográfica “Invasão da Ucrânia pela Rússia”, organizada pela embaixada da Polônia, Damares criticou a nota divulgada em 1.º de março pelo Ministério das Relações Exteriores. O texto do Itamaraty condenou ataques de Estados Unidos e Israel em território iraniano e defendeu a diplomacia como saída para o conflito. Para a senadora, a manifestação foi uma “notinha água com açúcar falando de paz” e sinaliza que Lula “escolheu o lado da opressão”.
A parlamentar também citou a abstenção brasileira na Assembleia Geral da ONU, em 24 de fevereiro, em votação que pedia o fim da invasão russa à Ucrânia. “Num conflito que tem um opressor e a gente se omite, a gente escolheu o lado da opressão”, declarou. Ela acrescentou que pretende relembrar esses episódios durante a campanha eleitoral: “O elemento moral da política externa vai pesar, e eu vou fazer questão de lembrar o povo brasileiro deste momento”.
Damares mencionou ainda a falta de engajamento do governo brasileiro em negociações para repatriar cerca de 19 mil crianças ucranianas levadas pela Rússia e lembrou a repressão no Irã, onde aproximadamente 7 mil pessoas morreram em protestos entre dezembro e janeiro, segundo estimativas citadas por ela.
Exposição sobre a guerra na Ucrânia
A mostra fotográfica inaugurada no Senado exibe imagens do premiado fotógrafo polonês Wojciech Grzędziński e retrata crimes atribuídos a Moscou e a rotina da população ucraniana sob ataque. O embaixador da Polônia, Andrzej Cieszkowski, classificou o evento como “gesto de solidariedade” e ressaltou a importância de expor “a realidade e o sofrimento” da guerra.
O chefe da missão ucraniana no Brasil, Oleg Vlasenko, destacou o apoio polonês desde o início da ofensiva russa e afirmou que levar as fotos ao Parlamento brasileiro reafirma o compromisso com “verdade, memória e defesa do direito internacional”.
Com informações de Gazeta do Povo