Brasília, 4 de abril de 2026 – A jornalista e pré-candidata ao Senado pelo Paraná Cristina Graeml reafirmou, nesta semana, que continuará apoiando o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na disputa pela Presidência da República, mesmo depois de oficializar sua filiação ao PSD, partido comandado no estado pelo governador Ratinho Jr. e, em âmbito nacional, pelo também pré-presidenciável Ronaldo Caiado (GO).
Em publicações nas redes sociais, Graeml respondeu a críticas de seguidores que estranharam o alinhamento com uma sigla que trabalha pela candidatura própria ao Palácio do Planalto. “Nada mudou. Flávio Bolsonaro é o meu pré-candidato à Presidência da República”, escreveu.
Graeml concorreu à Prefeitura de Curitiba em 2024 e planeja disputar uma das duas vagas ao Senado pelo Paraná nas eleições de outubro, agora sob a legenda do PSD. Antes, passou por PMB e União Brasil, onde chegou a ser pré-candidata, mas perdeu espaço após o acordo entre o PL e o senador Sergio Moro (PL-PR).
A filiação da jornalista ao partido de Ratinho Jr. reforça o quadro de fragmentação no campo conservador paranaense, que reúne PSD, PL e outras siglas em busca do mesmo eleitorado. O movimento também tem reflexos nacionais, uma vez que alianças locais podem influenciar a composição de chapas para a disputa presidencial.
No PL, a declaração de apoio a Flávio Bolsonaro gerou reação imediata. O deputado federal André Fernandes (PL-CE) convidou publicamente Cristina Graeml a migrar para o partido. “Você será uma grande deputada federal, e nossos amigos Filipe Barros (PL-PR) e Deltan Dallagnol (Novo-PR) serão grandes senadores”, afirmou o parlamentar, sinalizando a disputa por quadros de perfil conservador.
Com a entrada de Graeml no PSD e a manutenção do palanque para Flávio Bolsonaro, as articulações entre direita e centro-direita devem se intensificar no Paraná e impactar diretamente a formação das coligações estaduais e nacionais.
Com informações de Gazeta do Povo