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CPMI quebra sigilos de Lulinha e provoca confronto entre parlamentares

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A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito que apura descontos irregulares em aposentadorias do INSS aprovou, na manhã desta quinta-feira (26), a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O requerimento foi aprovado simbolicamente e, logo após a votação, deputados de oposição e governistas trocaram empurrões e socos no plenário da CPMI, o que interrompeu os trabalhos por alguns minutos.

Oposição comemora decisão

Parlamentares da direita classificaram a medida como avanço para dar transparência às investigações.

• Ubiratan Sanderson (PL-RS) disse que a quebra de sigilo é “passo essencial para esclarecer eventuais irregularidades”.

• Capitão Alberto Neto (PL-AM) afirmou que a iniciativa busca “garantir transparência na aplicação do dinheiro público”.

• Marcel van Hattem (Novo-RS) declarou que delações “atingem diretamente o filho do presidente” e defendeu a prorrogação da CPMI.

• Caroline de Toni (PL-SC) avaliou que a aprovação põe fim a uma “blindagem”.

• Mauricio Marcon (PL-RS) creditou o resultado à articulação da oposição e criticou a reação dos aliados do governo.

• Rodrigo Valadares (União-SE) resumiu: “Quem não deve, não teme”.

• Evair de Melo (PL-ES) e Coronel Tadeu (PL-SP) afirmaram que a comissão precisa atuar com independência para proteger recursos dos contribuintes.

Confusão leva Novo ao Conselho de Ética

Durante a briga, Rogério Correia (PT-MG) entrou em confronto com Luiz Lima (Novo-RJ). Após a sessão, Correia pediu desculpas, alegando ter sido empurrado primeiro. O Partido Novo informou que representará contra a bancada petista no Conselho de Ética da Câmara.

Defesa nega irregularidades

Em nota, o advogado Guilherme Suguimori Santos, que representa Lulinha, reiterou que seu cliente “não tem relação com as fraudes do INSS, não participou de desvios e não recebeu valores dessa fonte criminosa”, colocando-se à disposição das autoridades.

A CPMI continuará a analisar documentos e depoimentos para apurar possíveis responsabilidades nos descontos ilegais aplicados a aposentados e pensionistas.

Com informações de Gazeta do Povo