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CPMI do INSS solicita ao STF acesso a inquéritos da PF sobre fraudes previdenciárias

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O presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social, senador Carlos Viana (Podemos-MG), e o relator, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), reuniram-se nesta quarta-feira, 27 de agosto, com o ministro André Mendonça no Supremo Tribunal Federal (STF) para pedir acesso a documentos que possam esclarecer fraudes em descontos aplicados a aposentadorias e pensões.

Os parlamentares solicitaram cópias de inquéritos da Polícia Federal, que hoje mantém 14 investigações em andamento sobre o esquema. Segundo Viana, a aproximação com o STF busca “um trabalho conjunto” para acelerar a apuração.

Informações sem sigilo serão liberadas

Responsável pela relatoria dos processos no Supremo, André Mendonça informou que entregará à comissão apenas os materiais que não estejam sob sigilo ou que já tenham sido concluídos pela PF. Dados ligados a operações em curso continuarão restritos. O ministro ressaltou que atuará com “reserva, seriedade, respeito e responsabilidade”.

Viana estimou que, em até 60 dias, a CPMI reunirá um volume expressivo de provas que poderá ser divulgado ao público. O colegiado foi instalado com prazo de 180 dias e encerramento previsto para março de 2026.

Troca de relatoria no STF

A relatoria das ações sobre as fraudes no INSS passou a Mendonça após decisão do presidente do STF, Luís Roberto Barroso, atendendo a pedido da Procuradoria-Geral da República, chefiada por Paulo Gonet. O ministro substituiu Dias Toffoli na condução dos processos.

Agenda intensa de oitivas

Na sessão inaugural, a CPMI aprovou mais de 900 requerimentos, convocando ministros da Previdência Social a partir de 2015, ex-presidentes do INSS, lobistas, dirigentes de associações e representantes de empresas ligadas ao sistema. O cronograma prevê início pelos servidores públicos, seguido por ex-ministros e gestores do setor.

Também estão previstas acareações para confrontar depoimentos divergentes, desde que haja vínculo comprovado com os fatos investigados. A expectativa é de que o intercâmbio de informações com o STF acelere a identificação dos responsáveis pelos prejuízos à Previdência Social.

Com informações de Gazeta do Povo