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Quebra de sigilo de Lulinha e empresários agrava tensão na CPMI do INSS

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Brasília — A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que apura fraudes em descontos aplicados a aposentados do INSS aprovou nesta quinta-feira, 27 de fevereiro de 2026, a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e de um grupo de empresários ligados ao governo federal.

Quem é alvo da decisão

Entre os investigados estão:

  • Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha) – filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, apontado pela Polícia Federal como possível beneficiário de um repasse de R$ 300 mil feito por um intermediário.
  • Augusto Ferreira Lima – ex-CEO do Banco Master e atual controlador do Banco Pleno, criador do cartão consignado CredCesta.
  • Danielle Fonteles – ex-publicitária do PT suspeita de lavar recursos no exterior.
  • Adroaldo Portal – ex-secretário-executivo do Ministério da Previdência.
  • Gustavo Marques Gaspar e Roberta Luchsinger – empresários com trânsito político em Brasília.

Motivo da investigação

A CPMI busca rastrear um esquema que, segundo parlamentares, desviou valores bilionários de benefícios previdenciários por meio de créditos consignados e cobranças indevidas. A quebra de sigilo permitirá acesso a extratos bancários, transferências e declarações de Imposto de Renda para identificar a origem e o destino dos recursos.

Reação no Congresso

A deliberação provocou embate entre governistas e oposição. Senadores aliados do Palácio do Planalto tentaram barrar os requerimentos, mas foram vencidos pelo bloco oposicionista, que agora pretende utilizar os dados para reforçar denúncias contra o governo em ano eleitoral.

Próximos passos

Com a aprovação, instituições financeiras e a Receita Federal deverão encaminhar as informações solicitadas à CPMI. A base governista articula recurso no Senado para tentar anular as quebras de sigilo, alegando irregularidades na condução dos trabalhos pela comissão.

As apurações seguem sob supervisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, que determinou a colaboração de órgãos de controle, como o Coaf, na análise do fluxo de dinheiro.

Com informações de Gazeta do Povo