Brasília — O presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), reuniu-se na tarde desta quarta-feira (11/03/2026) com o ministro André Mendonça, relator da Operação Sem Desconto no Supremo Tribunal Federal (STF), para contestar decisões individuais da Corte que liberaram investigados e testemunhas de comparecer ao colegiado.
Viana afirmou que manifestações monocráticas do STF “atrasam e interferem” no andamento das apurações sobre fraudes na Previdência e no sistema de empréstimos consignados. “O Congresso tem o dever constitucional de investigar e dar respostas à população brasileira sobre o que aconteceu”, declarou o parlamentar.
Pedidos de revisão
Acompanhado pelo relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), Viana solicitou a Mendonça a revisão dos entendimentos que permitem a dispensa de depoimentos. Entre os casos citados está o do banqueiro Daniel Vorcaro, que deixou de comparecer após receber autorização do Supremo, e o da empresária Leila Pereira, presidente do Palmeiras e proprietária da Crefisa, que adiou seu testemunho.
Para o senador, a ausência de figuras centrais da investigação dificulta a obtenção de esclarecimentos considerados essenciais e gera insegurança jurídica, comprometendo o exercício das prerrogativas investigativas do Parlamento.
Vazamento de dados
Viana também negou que a CPMI seja responsável por vazamentos de informações sigilosas relacionados ao caso. Segundo ele, parte dos documentos divulgados nem sequer chegou às mãos dos integrantes da comissão.
As investigações da CPMI focam em irregularidades que teriam prejudicado aposentados e pensionistas, envolvendo concessão de créditos consignados e possíveis fraudes na Previdência Social.
Com informações de Gazeta do Povo