A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado decidiu, na noite desta quarta-feira (18), quebrar o sigilo bancário e fiscal do fundo de investimentos Arleen, utilizado para adquirir a participação da família do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli no resort Tayayá.
O requerimento foi apresentado pelo senador Sergio Moro (União-PR) e aprovado pelo colegiado. Segundo documentos da CPI, o Arleen contava com recursos de Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master.
No mês passado, Toffoli reconheceu ser sócio, ao lado dos irmãos, da Maridt, empresa que detinha cotas no Tayayá. Essa participação, de acordo com a CPI, foi vendida em 2021 ao fundo Arleen e repassada, em 2025, à PHD Holding.
Declaração do ministro
Em nota divulgada quando o tema veio à tona, o gabinete de Toffoli afirmou que o ministro não conhece o gestor do Arleen, não mantém amizade com Vorcaro e nunca recebeu valores dele ou de Zettel.
Mudança na relatoria
Toffoli deixou a relatoria do inquérito que envolve o Banco Master no mesmo dia em que confirmou sua ligação com a Maridt. A saída ocorreu após a Polícia Federal informar ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, que havia menções a Toffoli no celular de Vorcaro. O magistrado negou relação com o banqueiro e classificou os apontamentos como “ilações”. O caso passou a ser conduzido pelo ministro André Mendonça.
Com a quebra de sigilo aprovada, a CPI espera rastrear os fluxos financeiros do fundo Arleen relacionados à compra e venda das cotas do resort.
Com informações de Gazeta do Povo