Deputados estaduais do Amapá iniciaram a coleta de assinaturas para instalar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigue o aporte de R$ 400 milhões feito pela Amapá Previdência (Amprev) no Banco Master, instituição liquidada recentemente pelo Banco Central.
O que está em jogo
Os investimentos foram aplicados em títulos considerados de alto risco e sem cobertura de fundos garantidores. A preocupação dos parlamentares é proteger o pagamento de aposentadorias e pensões de milhares de servidores estaduais caso o rombo se confirme.
Personagens centrais
A linha de investigação mira principalmente Jocildo Lemos, que presidiu a Amprev até renunciar após operações da Polícia Federal. Lemos foi indicado politicamente pelo senador Davi Alcolumbre, segundo o próprio ex-presidente do instituto. Alberto Alcolumbre, irmão do senador, também passou pelos conselhos Fiscal e de Previdência da Amprev, responsáveis pela supervisão dos ativos.
Travamento em Brasília
No Congresso Nacional, pedidos de CPIs sobre o mesmo caso permanecem parados. No Senado, o requerimento aguarda leitura em plenário, ato que cabe ao presidente da Casa, Rodrigo Pacheco, mas que, até agora, não foi incluído na pauta. Na Câmara, Hugo Motta aponta o tema como último na fila de investigações já protocoladas.
Como funcionará a CPI estadual
A comissão necessita de oito assinaturas entre os 24 deputados estaduais; duas já foram confirmadas. Uma vez criada, os parlamentares poderão convocar depoentes, requisitar documentos e quebrar sigilos bancário e fiscal para apurar possível gestão temerária ou fraudulenta dos recursos da Amprev.
A articulação para a CPI ocorre desde 20 de fevereiro de 2026, data em que os primeiros requerimentos começaram a circular na Assembleia Legislativa. A expectativa é concluir a coleta de apoios nas próximas semanas.
Com informações de Gazeta do Povo