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CPI mira Banco Master e quebra sigilos de aliados de Daniel Vorcaro

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A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado aprovou, na quarta-feira, 11 de março de 2026, a quebra de sigilos de figuras centrais ligadas ao Banco Master e a convocação de servidores do Banco Central (BC) suspeitos de repassar informações sigilosas ao banqueiro Daniel Vorcaro.

Sigilos fiscal, telefônico e telemático

Os senadores autorizaram o acesso a dados fiscais, registros telefônicos e mensagens eletrônicas do empresário Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, e de Luiz Philippi Mourão, o “Sicário”. Zettel é investigado por suposta participação em fraudes financeiras; já Mourão é apontado como operador de um braço armado e tecnológico do grupo, responsável por ameaças a opositores.

Servidores do Banco Central na mira

A CPI também convocou os servidores do BC Paulo Sérgio Neves de Souza e Bellini Santana. A investigação indica que ambos teriam sido aliciados para funcionar como consultores informais de Vorcaro, recebendo propina para fornecer relatórios internos e alertas sobre fiscalizações que pudessem atingir o Banco Master.

Rota de jato executivo sob investigação

Requerimentos aprovados determinam que a Agência Nacional de Aviação Civil envie à CPI a lista de passageiros, diários de bordo e registros de propriedade de um Embraer Legacy 650 utilizado entre 2025 e 2026. A suspeita é de que a aeronave era empregada para reuniões estratégicas e contatos com outras organizações criminosas.

Gestora Reag e lavagem de dinheiro

O fundador da gestora Reag, João Carlos Mansur, já foi ouvido pelos parlamentares sobre o suposto uso da empresa para lavar até R$ 30 bilhões do Primeiro Comando da Capital (PCC) por meio de fundos de investimento. Mansur nega qualquer irregularidade e sustenta que o Banco Master era apenas cliente da gestora.

Presidente do BC terá de detalhar apurações internas

A CPI solicitou ao presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, documentos que expliquem o processo de afastamento dos servidores investigados e possíveis invasões a sistemas da autoridade monetária ou da Justiça para favorecer o Banco Master e seus controladores.

Com as novas quebras de sigilo e convocações, os senadores pretendem mapear a rede de apoio logístico, financeiro e operacional que, segundo as investigações, sustentava o esquema de corrupção, lavagem de dinheiro e intimidação de autoridades.

Com informações de Gazeta do Povo