Os Correios divulgaram a relação inicial de imóveis que irão a leilão como parte do plano de reestruturação financeira da estatal. Os primeiros certames ocorrerão em 12 e 26 de fevereiro, de forma totalmente digital, e estarão abertos a pessoas físicas e jurídicas.
O portfólio publicado no site oficial dedicado à alienação de ativos reúne 21 imóveis ociosos nesta fase, distribuídos por Bahia, Ceará, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Norte e São Paulo. Entre eles há prédios administrativos, antigos complexos operacionais, terrenos, galpões, lojas e apartamentos funcionais.
Preços variam de R$ 19 mil a R$ 11,11 milhões
Os valores partem de R$ 19 mil por um terreno de 74 metros quadrados em Iguatu (CE) e chegam a R$ 11,11 milhões por um prédio comercial de seis pavimentos e mais de 2.000 metros quadrados em Fortaleza. Também chama atenção um prédio abandonado no centro de São Paulo, com mais de 5.000 metros quadrados, ofertado por R$ 7,2 milhões; o imóvel apresenta irregularidades pendentes e dívida ativa de IPTU superior a R$ 1,4 milhão.
Meta de arrecadar até R$ 1,5 bilhão
A companhia pretende levantar até R$ 1,5 bilhão até dezembro deste ano com a venda de ativos imobiliários. O montante será destinado ao fortalecimento das operações, à modernização da infraestrutura logística e à sustentabilidade de longo prazo da empresa.
Segundo os Correios, outras propriedades consideradas excedentes ainda passam por etapas técnicas de preparação e deverão ser ofertadas ao longo do ano, elevando o total de unidades disponíveis. A estatal informa que os pagamentos serão à vista, com isenção de reajuste no saldo devedor para quitação integral em até 30 dias.
A empresa, que aprovou o plano de reestruturação no fim de 2025, acumula prejuízo de R$ 6 bilhões até o terceiro trimestre do ano passado. A direção assegura que a alienação de imóveis não afetará a prestação de serviços à população.
Detalhes sobre cada lote, editais, condições de participação e cronograma atualizado podem ser consultados nos canais oficiais dos Correios e na plataforma da leiloeira responsável.
Com informações de Gazeta do Povo