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Coronel reformado relatou ao STF suposto uso de rede social que levou Filipe Martins à prisão

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Brasília – A denúncia que motivou a prisão preventiva do ex-assessor internacional de Jair Bolsonaro (PL), Filipe Martins, partiu do coronel reformado da Aeronáutica Ricardo Wagner Roquetti. Em e-mail encaminhado em 29 de dezembro ao gabinete do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), Roquetti informou que Martins teria acessado seu perfil no LinkedIn no dia 28, apesar da proibição de utilizar redes sociais enquanto cumpria prisão domiciliar.

Segundo decisão de Moraes, o suposto acesso caracteriza descumprimento das medidas cautelares impostas em 27 de dezembro, quando Martins passou a cumprir a pena em casa, monitorado por tornozeleira eletrônica. Com base no relato recebido, o ministro revogou a domiciliar e determinou a prisão preventiva em regime fechado. A detenção foi executada pela Polícia Federal na manhã de 2 de janeiro, em Ponta Grossa (PR).

Defesa nega violação

Os advogados de Filipe Martins afirmam que ele não publicou, comentou nem trocou mensagens em nenhuma plataforma digital durante o período de restrição. De acordo com a defesa, todas as contas do ex-assessor estão sob controle exclusivo da equipe jurídica para fins de preservação de provas, sem qualquer manifestação pública.

A equipe argumenta ainda que a cautelar deve ser entendida como proibição de comunicação ou postagem, não como impedimento absoluto de consultas técnicas internas. O advogado Jeffrey Chiquini classificou a prisão como “desproporcional” e anunciou recurso ao STF para tentar reverter a medida.

Quem é o denunciante

Ricardo Wagner Roquetti atuou no Ministério da Educação até março de 2019, quando foi exonerado no início do governo Bolsonaro. A reportagem não conseguiu contato com o coronel reformado para comentar o caso.

Com a nova ordem judicial, Filipe Martins permanece custodiado em regime fechado enquanto o STF analisa o recurso da defesa.

Com informações de Gazeta do Povo