O jornalista Renan Ramalho, especializado em cobertura de Justiça em Brasília, classificou o ministro Luiz Edson Fachin, atual presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), como insuficientemente forte para conduzir reformas internas na Corte. Em artigo publicado em 6 de abril de 2026, Ramalho afirmou que, apesar do apoio de setores empresariais, intelectuais e da mídia, Fachin não consegue articular a implementação de um código de ética para os ministros.
Ramalho disse que colegas de Fachin enviam “recados” a veículos de imprensa indicando que o presidente do STF estaria “isolado” sempre que defende maior controle sobre a conduta dos magistrados. Segundo o colunista, críticas anônimas partem de ministros interessados em manter a situação atual da Corte.
No texto, o jornalista argumenta que a simples abertura de processos de impeachment contra um ou dois ministros não seria suficiente para corrigir o que considera abusos e arbitrariedades do tribunal. Para ele, seria necessária uma liderança interna “forte e corajosa” capaz de enfrentar resistências e promover mudanças estruturais, tarefa que não vê em nenhum dos atuais integrantes da Corte.
Ramalho lembrou que Fachin, antes de chegar ao STF, era reconhecido como acadêmico de destaque no direito civil sob ótica constitucional e mantinha reputação discreta e distante de articulações políticas. Contudo, sustenta que essas características, embora positivas, não bastam para enfrentar a oposição interna e viabilizar o código de ética.
O artigo também observa que a ideia de reformar competências do STF encontra pouca disposição no Congresso Nacional e que uma renovação completa de ministros levaria décadas, reforçando a necessidade de iniciativas vindas de dentro da Corte.
Com informações de Gazeta do Povo