A Corregedoria Nacional de Justiça, vinculada ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), decidiu arquivar o pedido de investigação disciplinar apresentado contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli. A representação, protocolada pelo deputado federal Ubiratan Sanderson (PL-RS), solicitava apuração sobre possível vínculo do magistrado com o resort Tayayá, localizado no Paraná.
O processo tramita sob sigilo, mas o desfecho foi confirmado por veículos como CNN Brasil, Metrópoles e Poder360. Na decisão, o corregedor Mauro Campbell afirmou que o CNJ não dispõe de competência constitucional para abrir procedimento disciplinar contra integrante do STF.
Em dezembro de 2025, Sanderson encaminhou documento reunindo reportagens que relacionavam o ministro ao empreendimento hoteleiro. Um pedido com teor semelhante foi entregue à Procuradoria-Geral da República (PGR) e arquivado pelo procurador-geral Paulo Gonet.
O resort entrou no radar das investigações após a Polícia Federal deflagrar a operação Compliance Zero, que apura um esquema de venda de carteiras de crédito supostamente fraudulentas ao Banco de Brasília (BRB) envolvendo o Banco Master. A PF estima que o prejuízo possa alcançar R$ 12 bilhões, o que levou o Banco Central a decretar a liquidação da instituição.
No mesmo inquérito, os investigadores encontraram um contrato que previa pagamento de R$ 129 milhões, em três anos, à esposa do ministro Alexandre de Moraes, informação apreendida durante buscas no fim de 2025.
Com o arquivamento pelo CNJ, não há novo procedimento disciplinar aberto contra Dias Toffoli relacionado ao caso.
Com informações de Gazeta do Povo