Os atos que marcaram, nesta quinta-feira, 8 de janeiro de 2026, o terceiro aniversário dos ataques às sedes dos Três Poderes em 2023 registraram público restrito e intensificaram o debate sobre o futuro da agenda em torno do episódio.
Planato sem líderes do Congresso
Durante cerimônia no Palácio do Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou integralmente o projeto de lei que abriria a possibilidade de revisão das penas impostas aos condenados pelos atos de 8 de Janeiro. A solenidade não contou com a presença dos presidentes da Câmara e do Senado.
STF defende condução dos inquéritos
Em ato separado, o novo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, elogiou o colega Alexandre de Moraes, afirmando que ele conduziu os inquéritos “com firmeza” e enfrentou “sacrifícios pessoais” para apurar a invasão dos prédios públicos.
Críticas aos números de condenações
Convidado do programa Última Análise, o ex-procurador Deltan Dallagnol classificou como “excessivo e desproporcional” o resultado dos julgamentos: 800 condenações e 14 absolvições — um índice de apenas 2% de absolvição, comparado, segundo ele, aos mais de 20% registrados na Operação Lava Jato.
O escritor Francisco Escorsim avaliou que o tema se transformou em “grande teatro” e disse que a oposição “também deveria ter feito atos simbólicos” para criticar o que chama de “barbaridade” nas condenações.
Internet cortada no Irã
O programa ainda abordou os protestos no Irã. Dados da organização NetBlocks apontaram um apagão nacional de internet ordenado pelo regime dos aiatolás após manifestações em Teerã. O ex-juiz Adriano Soares da Costa creditou ao ex-presidente dos EUA Donald Trump o “enfraquecimento” do governo iraniano, lembrando embargos e ataques a usinas nucleares.
Investigação sobre o Banco Master
A Polícia Federal apura se o Banco Master pagou R$ 2 milhões a influenciadores digitais para atacar o Banco Central e tentar reverter sua liquidação no Tribunal de Contas da União (TCU). Para Dallagnol, a manobra, que ele chamou de “corrupção privada”, pode justificar prisão preventiva do presidente da instituição, Daniel Vorcaro.
Última Análise vai ao ar pelo YouTube de segunda a sexta-feira, das 19h às 20h30, com debates sobre temas de relevância nacional.
Com informações de Gazeta do Povo