Brasília — A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que pretende investigar o Banco Master “é mais importante do que a própria eleição”, declarou o deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ) na noite desta segunda-feira (23), durante o programa Última Análise, transmitido no YouTube pela Gazeta do Povo.
Pressão para frear investigação
Segundo os participantes do debate, lideranças da Câmara dos Deputados e do Senado articulam um acordo para esfriar a CPMI. A manobra envolveria o ex-presidente Jair Bolsonaro e manifestantes presos após os atos de 8 de janeiro de 2023, que poderiam ter penas reduzidas se a apuração perdesse força.
O ex-procurador Deltan Dallagnol criticou a iniciativa. Para ele, Bolsonaro foi “silenciado” de forma inconstitucional e agora serviria como moeda de troca. “Transformaram o ex-presidente em refém e impõem condições para soltá-lo”, afirmou.
STF e PF vistos como obstáculos
Os debatedores também apontaram dois fatores que podem dificultar o pacto no Congresso: o ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça, novo relator do caso Banco Master, e a postura considerada mais independente da Polícia Federal. A advogada Fabiana Barroso disse que, no passado, havia ingerência política sobre a corporação, mas que o cenário mudou e “cabe ao ministro fazer valer a lei”.
OAB questiona inquérito das fake news
Durante o programa foi comentado ainda o ofício enviado nesta segunda-feira (23) pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) ao presidente do STF, Edson Fachin, pedindo o encerramento do chamado “inquérito das fake news”, instaurado em 2019. A entidade alega “elasticidade excessiva” do objeto investigativo, com a inclusão de fatos diversos ao longo dos anos.
Dallagnol avaliou que, ao criticar apenas a duração do inquérito, a OAB acaba legitimando sua existência. Já o vereador Guilherme Kilter cobrou da entidade posicionamento favorável a pedidos de impeachment contra os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes.
Programa analisa temas políticos ao vivo
O Última Análise vai ao ar de segunda a sexta-feira, das 19h às 20h30, e discute assuntos considerados decisivos para o futuro do país.
Com informações de Gazeta do Povo