O ex-vereador carioca Carlos Bolsonaro (PL) voltou a questionar, nesta segunda-feira (5), a manutenção do ex-presidente Jair Bolsonaro na sala de Estado-Maior da Superintendência da Polícia Federal em Brasília. Para o filho do ex-chefe do Executivo, o espaço deveria receber apenas presos provisórios ou em trânsito, e não alguém já com condenação definitiva.
Em publicação na rede social X, Carlos afirmou que o ambiente não garante “condições mínimas de dignidade” para um detento de 70 anos, portador de problemas de saúde e ex-presidente da República. Ele classificou a situação como “violação de direitos humanos” e comparou o cenário brasileiro ao da Venezuela, alertando para a possibilidade de um endurecimento semelhante ao do regime de Nicolás Maduro.
Barulho do ar-condicionado vira alvo no STF
A defesa de Jair Bolsonaro alega que o ruído constante do ar-condicionado na cela impede o descanso adequado. Atendendo ao pedido dos advogados, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, deu prazo de cinco dias, a partir desta segunda, para que a Polícia Federal se manifeste sobre o problema.
Os advogados afirmam que o barulho “persiste sem interrupção, durante as 24 horas do dia, gerando ambiente incompatível com o repouso mínimo necessário à manutenção das condições físicas e psicológicas do custodiado”.
Estado de saúde
Fontes ouvidas pelo jornal O Globo informaram que o ex-presidente apresentou melhora nos episódios de soluço desde 1º de janeiro, mas continua reclamando de noites mal dormidas em razão do ruído na sala.
Histórico da prisão
Jair Bolsonaro está preso desde 22 de novembro de 2025. Ele saiu temporariamente em 24 de dezembro para uma cirurgia e recebeu alta do hospital DF Star em 1º de janeiro de 2026, retornando em seguida ao cárcere da PF.
Com informações de Gazeta do Povo