O vereador carioca Carlos Bolsonaro (PL-RJ) fez, na manhã desta terça-feira, 9 de dezembro de 2025, uma série de críticas ao Centrão em suas redes sociais. As declarações ocorrem no momento em que seu irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), costura alianças partidárias para viabilizar a pré-candidatura ao Palácio do Planalto.
Carlos afirmou que o bloco “certamente não quer liberdade econômica de verdade, nem autonomia do cidadão”. Segundo ele, a atuação do grupo seria destinada a “preservar os interesses do mercado financeiro”, garantindo “lucros astronômicos aos bancos” e sustentando “juros estratosféricos que estrangulam famílias, empresas e governos”.
Negociações de Flávio
No Congresso, Flávio busca o apoio de siglas como o PP, comandado pelo senador Ciro Nogueira (PI). Apesar das conversas, Nogueira ainda manifesta preferência pelo nome do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), para a disputa presidencial.
Em entrevista recente à Folha de S.Paulo, Flávio descreveu-se como “um Bolsonaro centrado, equilibrado e com opiniões próprias”. O posicionamento gerou reação de seu irmão: para Carlos, discursos de “responsabilidade, equilíbrio e moderação política” serviriam apenas como “cortina” para manter o Centrão no comando da distribuição de verbas e do poder em Brasília.
Mercado reage a declaração sobre “preço”
Na última semana, Flávio declarou que teria um “preço” para desistir da corrida presidencial. Após a fala, o Ibovespa recuou e o dólar avançou. Depois, o senador esclareceu que a condição seria a liberdade e a elegibilidade do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Para acalmar o mercado, Flávio informou que pretende contar com o ex-ministro da Economia Paulo Guedes como conselheiro e prometeu dar continuidade às políticas defendidas pelo economista.
Ciclo de endividamento
Em sua publicação, Carlos Bolsonaro também descreveu o Brasil como vivendo “um ciclo de dependência bancária”, no qual o cidadão seria “empurrado para o crédito caro, para o endividamento permanente e para a submissão econômica”, transformando “o trabalhador em devedor e o empreendedor em refém”.
As críticas do vereador ampliam a tensão interna na família Bolsonaro sobre a estratégia eleitoral para 2026, ao mesmo tempo em que revelam divergências públicas sobre alianças com partidos do Centrão.
Com informações de Gazeta do Povo