A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), presa na Itália desde 29 de julho, escreveu uma carta em que atribui sua situação a uma suposta perseguição do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O documento, redigido na quarta-feira, 3 de setembro, foi obtido pela coluna de Paulo Cappelli, do portal Metrópoles.
No texto, Zambelli afirma que o magistrado a persegue desde 2017, quando ela se reuniu com o então presidente Michel Temer para tentar convencê-lo a não indicá-lo à Corte. A deputada menciona ainda um depoimento do empresário Tagliaferro, apresentado na véspera, como prova de que Moraes “queria sua cabeça”.
“Estou confiante de que provarei minha inocência”, escreveu a parlamentar, acrescentando que, se for necessário, “passará por tudo” para defender a democracia. Ela também declarou que recebe forças de sua fé e que “ama o Brasil e os brasileiros”.
Condenações e pedidos de extradição
Zambelli foi condenada pelo STF a 10 anos de prisão e à perda do mandato por envolvimento na invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Além disso, recebeu pena de 5 anos e 3 meses em regime semiaberto por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal em ocorrência registrada em São Paulo.
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Detida na Itália, a deputada aguarda decisão da Justiça local sobre um pedido de prisão domiciliar. Paralelamente, o governo brasileiro, por meio de determinação de Moraes, solicitou a extradição da parlamentar e contratou um escritório de advocacia especializado para acompanhar o processo.
Com informações de Direita Online