Brasília — O ministro da Educação, Camilo Santana, afirmou que Fernando Haddad não pode colocar interesses pessoais acima do projeto político liderado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e declarou esperar que o titular da Fazenda aceite concorrer ao governo de São Paulo em 2026.
Em entrevista publicada neste domingo (25.jan.2026) pelo jornal O Globo, Santana disse que o colega de Esplanada “não pode se dar ao luxo de tomar uma decisão individual” depois de confirmar que deixará o Ministério da Fazenda até o fim do mês para se dedicar à campanha de reeleição de Lula.
PT quer Haddad na disputa paulista
Dentro do partido, Haddad é visto como principal nome para enfrentar o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), que tentará a reeleição. “É questão de missão. Muitas vezes precisamos nos colocar à disposição em nome do projeto nacional, independentemente se vamos ser vitoriosos ou não”, declarou Santana.
O ministro da Educação acredita que o ex-prefeito de São Paulo “vai se empolgar” com a ideia e lembra que Haddad coordenou o plano de governo de Lula em 2022. Segundo apuração da Folha de S.Paulo citada por aliados, Lula pretende conversar com Haddad durante viagens ao Panamá, Índia e Coreia do Sul entre o fim de janeiro e o começo de fevereiro.
Há ainda especulações sobre a possibilidade de o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) entrar na corrida paulista, mas integrantes do governo afirmam que ele deve permanecer na chapa presidencial.
Segurança pública no centro do debate
Santana reconheceu que a segurança pública será um tema sensível para a campanha petista. Ele citou a tramitação da Proposta de Emenda à Constituição da Segurança e do projeto de lei antifacção como exemplos de medidas em discussão no Congresso.
Para o ministro, o governo precisa ser “enfático” no combate ao crime organizado. “A lei antifacção é para endurecer as penas das organizações criminosas e de quem tira a vida das pessoas intencionalmente. É preciso integração das ações de segurança e inteligência entre os estados, com coordenação nacional”, afirmou.
Ele acrescentou que o ministro Wellington Lima e Silva, que assumiu a Justiça após Ricardo Lewandowski, deverá intensificar a articulação política para aprovar a PEC da Segurança.
Com informações de Gazeta do Povo