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Câmara do Recife marca 3 de fevereiro para decidir sobre impeachment de João Campos

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A Câmara Municipal do Recife iniciará em 3 de fevereiro a análise do pedido de impeachment contra o prefeito João Campos (PSB). A data corresponde à primeira sessão ordinária de 2025, quando a denúncia será lida em plenário, conforme anúncio do presidente da Casa, Romerinho Jatobá (PSB).

Após a leitura, os 37 vereadores votarão nominalmente se autorizam a abertura do processo. Para que o caso avance, é necessária maioria simples.

Origem da denúncia

O requerimento foi protocolado pelo vereador Eduardo Moura (Novo) e se baseia na acusação de irregularidade no concurso público para o cargo de procurador municipal.

Segundo a representação, a prefeitura nomeou Lucas Vieira Silva para uma vaga destinada a pessoas com deficiência (PCD) mesmo depois de ele apresentar laudo médico somente três anos após a prova, realizada em dezembro de 2022.

Detalhes do concurso

Classificado originalmente em 63º lugar na ampla concorrência, Lucas Vieira solicitou, em maio de 2025, mudança para a lista PCD. O laudo atestando Transtorno do Espectro Autista (TEA) teria sido confirmado pelo Tribunal Regional do Trabalho.

O documento foi aceito pelo procurador-geral do município, Pedro Pontes, e a homologação do concurso, publicada em 19 de dezembro, colocou o candidato no topo da classificação entre os inscritos na modalidade PCD.

Lucas Vieira é filho do juiz Rildo Vieira da Silva e da procuradora do Ministério Público de Contas de Pernambuco, Maria Nilda Silva.

Repercussão e anulação

Diante da repercussão, vereadores acionaram o Ministério Público de Pernambuco. Sob pressão, o prefeito João Campos anulou a nomeação. A vaga passou a ser ocupada por Marko Venicio dos Santos, único candidato com deficiência já aprovado na primeira homologação.

Posicionamento da Câmara e do governo

Romerinho Jatobá classificou o pedido de impeachment como iniciativa de cunho político e disse não ver fundamentos para a abertura do processo. “A bancada do governo está muito segura de que esse pedido não tem cabimento”, afirmou.

A assessoria do prefeito João Campos foi procurada, mas ainda não se pronunciou.

Com informações de Direita Online