A Câmara dos Deputados aprovou, na noite de quarta-feira, 10 de dezembro de 2025, a suspensão do mandato do deputado Glauber Braga (PSOL-RJ) por seis meses. A decisão substituiu a cassação recomendada pelo Conselho de Ética, que analisou a agressão do parlamentar ao ativista Gabriel Costenaro, do Movimento Brasil Livre (MBL), ocorrida em abril de 2024 no Congresso.
Manobra evita perda definitiva do cargo
Para impedir a cassação, o PT e legendas aliadas apresentaram um destaque que colocou em votação, primeiro, a pena mais branda. O texto recebeu 318 votos favoráveis e, com a aprovação, a análise sobre a cassação — que exigiria apoio mais amplo — foi retirada de pauta.
Consequências da suspensão
Durante os próximos seis meses, Braga ficará afastado de todas as funções parlamentares e deixará de receber salário, mas não perderá os direitos políticos. Ao fim do período, poderá reassumir o mandato.
Entenda o processo
O Conselho de Ética havia concluído que os chutes e empurrões desferidos contra Costenaro caracterizaram quebra de decoro parlamentar. Pela legislação, cassação implicaria perda definitiva do mandato e inelegibilidade por oito anos.
Argumentos de defesa e posicionamentos
No plenário, Glauber Braga alegou ter reagido para defender a honra de sua mãe, então em estado terminal, e classificou o processo como perseguição política do ex-presidente da Câmara, Arthur Lira, por denúncias relativas ao chamado “orçamento secreto”.
Deputados como Kim Kataguiri (União-SP) e Nikolas Ferreira (PL-MG) cobraram a cassação, afirmando que a provocação relatada pelo psolista não foi comprovada. Já parlamentares da base governista e nomes como Pedro Paulo (PSD-RJ) consideraram a cassação punição desproporcional.
Com informações de Gazeta do Povo