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Caiado prevê derrota de Lula em eventual segundo turno de 2026

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Brasília — O governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República pelo União Brasil, Ronaldo Caiado, afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não vencerá a eleição de 2026 caso a disputa chegue ao segundo turno. A declaração foi dada em entrevista publicada nesta sexta-feira (17), pela revista Veja.

Caiado argumenta que a multiplicidade de nomes da direita favorece a realização de um segundo turno. “Há hoje uma pulverização na direita que querem colocar como sinal de fragilidade, mas, com quatro ou cinco pré-candidatos, dá segundo turno em todas as simulações. E o Lula não ganha uma eleição no segundo turno”, declarou.

Na pesquisa Quaest mais recente, o petista aparece à frente em todos os cenários testados. Em simulação de segundo turno, Lula tem 46% das intenções de voto contra 31% de Caiado. Já no primeiro turno, o governador não ultrapassa 10% em nenhum dos cenários apresentados. Mesmo assim, ele descarta a necessidade de uma candidatura única da oposição neste momento. “A quase doze meses da votação, você vai lançar um candidato só? Nenhum de nós tem nome nacional”, justificou.

O governador também se apoia em índices de rejeição ao presidente para sustentar sua avaliação. Segundo ele, a mesma pesquisa aponta que 56% dos entrevistados acreditam que Lula não merece ser reeleito, e 63% dizem que a vida “não está boa”. “Tudo o que ele prometeu não aconteceu. Os juros estão altos e está cada vez mais difícil comprar a cesta básica”, completou.

Durante a entrevista, Caiado criticou o presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI), que mencionou apenas Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) e Ratinho Junior (PSD-PR) como alternativas viáveis da direita para 2026. O goiano lembrou que a federação entre PP, União Brasil e outros partidos ainda não foi homologada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e afirmou ser o pré-candidato do União Brasil.

Ele acrescentou que mantém conversas com Solidariedade e Podemos para a formação de alianças. “Isso é algo que você precisa fazer em qualquer eleição majoritária”, afirmou.

Com informações de Gazeta do Povo