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Pesquisa aponta 49,3% dos brasileiros a favor de impeachment imediato de Dias Toffoli

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Quase metade da população brasileira defende a retirada imediata do ministro Dias Toffoli do Supremo Tribunal Federal (STF). É o que revela levantamento da AtlasIntel em parceria com o jornal O Estado de S. Paulo, divulgado nesta sexta-feira, 20 de março de 2026.

Segundo a pesquisa, 49,3% dos entrevistados querem que o Congresso abra processo de impeachment já, em razão das suspeitas de ligação de Toffoli com o chamado caso Banco Master. Outros 33,7% preferem aguardar a confirmação de provas, mas também apoiam o afastamento caso o envolvimento fique comprovado. Somados, esses dois grupos representam 83% da amostra favorável a algum tipo de punição.

Apenas 12,8% se manifestaram contra o impeachment do ministro.

Percepção de sigilo e confiança no STF

O levantamento mostra que 80% dos entrevistados consideram excessivo o grau de sigilo que envolve o processo, o que, para eles, ameaça a transparência do Judiciário. Já 51% discordam da ideia de que a análise do caso pelo STF fortaleça a democracia, e 47% não veem no desfecho do processo uma oportunidade para recuperar a credibilidade dos ministros.

Recorte por eleitorado

Entre os eleitores de Jair Bolsonaro (PL) no segundo turno de 2022, o apoio ao impeachment imediato chega a 86,9%. No grupo que votou em Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o índice de apoio à saída imediata cai para 26,4%, enquanto 55,5% preferem aguardar a comprovação das suspeitas antes de qualquer medida.

Imagem de Toffoli e avaliação do STF

Dias Toffoli aparece com a pior avaliação entre os magistrados da Corte: 81% consideram sua imagem negativa e 9% a classificam como positiva. O estudo também detecta desconfiança recorde no Supremo: 60% dos respondentes dizem desconfiar da instituição, enquanto a confiança atingiu o mínimo histórico de 34%.

Para 70% dos brasileiros, o STF não trata todos os investigados de forma igual, independentemente de poder econômico ou político, e 59,5% avaliam que a maioria dos ministros não demonstra competência ou imparcialidade nos julgamentos.

Com informações de Gazeta do Povo