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Brasil lamenta mortes em protestos no Irã, pede diálogo e reforça soberania iraniana

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Brasília – O governo brasileiro expressou nesta terça-feira (13) pesar pelas mortes registradas durante os protestos que se espalham pelo Irã desde 28 de dezembro e reafirmou que apenas os iranianos devem decidir o rumo de seu país. Em nota, o Itamaraty declarou “preocupação” com a escalada da violência e apelou a todas as partes para que busquem um “diálogo pacífico, substantivo e construtivo”.

Segundo a ONG Human Rights Activists News Agency (HRANA), sediada nos Estados Unidos e contrária ao regime dos aiatolás, os confrontos já deixaram ao menos 2 000 mortos. Apesar do número elevado, o comunicado brasileiro evitou condenar o governo de Teerã e concentrou-se na defesa da soberania iraniana.

Recado indireto a Washington

Horas antes da divulgação da nota, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a suspensão de qualquer diálogo com as autoridades iranianas “até que cessem os assassinatos” e incentivou os manifestantes a “tomarem o controle de suas instituições”. Pela rede social Truth Social, Trump afirmou que “a ajuda está a caminho” e prometeu que os responsáveis pela repressão “pagarão um alto preço”.

O líder norte-americano também informou que irá impor tarifa de 25% a países que mantiverem negócios com o Irã, integrante do Brics ao lado do Brasil.

Protestos e repressão

As manifestações começaram motivadas pela crise econômica e rapidamente se transformaram em críticas à República Islâmica e ao líder supremo, aiatolá Ali Khamenei. Sem acesso à internet ou linhas telefônicas há dias, os iranianos enfrentam forte repressão. O governo marcou para esta quarta-feira (14) a primeira execução de um manifestante preso nos atos.

Brasileiros sem registros de vítimas

O Ministério das Relações Exteriores informou que, até o momento, não há brasileiros mortos ou feridos. A embaixada em Teerã segue monitorando a situação da comunidade no país.

Publicada às 16h38 e atualizada às 16h51, a nota encerra afirmando que o Brasil “lamenta as mortes e transmite condolências às famílias afetadas”.

Com informações de Gazeta do Povo