O ex-ministro do Turismo Gilson Machado declarou neste sábado, 18 de outubro de 2025, que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) “está morrendo aos poucos”. A afirmação foi publicada na rede X e acompanhada de críticas a aliados que, segundo ele, disputam espaço político dentro da própria direita.
“Ele está somatizando todo esse sofrimento a ele imposto. Bolsonaro está morrendo aos poucos”, escreveu Machado. Para o ex-ministro, a saúde emocional do ex-presidente se deteriora em razão do isolamento.
Bolsonaro, 70 anos, cumpre prisão domiciliar em Brasília desde agosto. O ex-chefe do Executivo apresenta crises de soluço frequentes e já foi hospitalizado ao menos 13 vezes desde o atentado à faca sofrido durante a campanha de 2018.
Críticas a aliados e alerta sobre sucessão
Machado pediu que parlamentares e lideranças que se elegeram na esteira do bolsonarismo “parem de lutar pelo espólio” de Bolsonaro. Ele alertou que não sabe “o que será do Brasil” caso o ex-presidente morra sob custódia.
A fala ocorre em meio ao debate sobre a definição de um nome competitivo da oposição para a eleição de 2026. Nesta semana, a senadora Tereza Cristina (PP-MS) defendeu a busca de um candidato viável e citou os governadores Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), Ratinho Júnior (PSD-PR) e Michelle Bolsonaro (PL-DF), deixando o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-RJ) fora da lista.
Eduardo rebateu nas redes sociais, afirmando que pesquisas indicam o contrário do que a senadora declarou e acusando aliados de tentarem escolher o próximo candidato “sem consultar a base” bolsonarista.
Festa de 15 anos de Laura e autorização do STF
Também neste contexto, Michelle Bolsonaro lamentou, em publicação no Instagram, não poder organizar a festa de 15 anos da filha Laura “como pretendia” em razão da prisão do marido. Na sexta-feira, 17, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, autorizou um almoço comemorativo na residência do ex-presidente com até nove convidados, entre eles a senadora Damares Alves e o maquiador Agustin Fernandez.
As declarações de Gilson Machado reforçam a tensão interna no campo conservador enquanto Bolsonaro permanece em regime domiciliar e sem definição sobre seu futuro político.
Com informações de Gazeta do Povo