Internado com broncopneumonia, o ex-presidente Jair Bolsonaro, de 70 anos, registrou melhora nos dois pulmões e tem chance de ser transferido da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para um quarto comum até o fim desta semana.
A informação foi divulgada na manhã desta quarta-feira (18) pelo cardiologista Brasil Caiado, durante entrevista no Hospital DF Star, em Brasília, onde o ex-chefe do Executivo permanece sob cuidados.
De acordo com o médico, a manutenção de Bolsonaro na UTI ainda é uma medida de precaução. “A prudência manda deixá-lo lá para termos total segurança, observar o quadro clínico e a evolução. Mas acredito que, até o final de semana, possamos avançar para uma transferência ao quarto”, afirmou.
Terceiro antibiótico acelerou a recuperação
Caiado explicou que a resposta positiva ganhou força após a introdução de um terceiro antibiótico na madrugada de domingo (15). Exames de tomografia indicaram progresso no pulmão direito, enquanto o esquerdo segue com comprometimento moderado.
“O presidente começou a responder melhor ao tratamento, com queda dos marcadores inflamatórios e melhora progressiva dos sintomas respiratórios”, relatou o especialista.
Boletim confirma evolução
Boletim médico divulgado no início da tarde apontou redução significativa da inflamação e melhora parcial nas imagens pulmonares. O ex-presidente continua recebendo antibióticos, suporte clínico intensivo e sessões de fisioterapia respiratória e motora.
A equipe também monitora o risco de fibrose pulmonar, possível consequência de infecções graves que afeta a capacidade respiratória. “É uma preocupação que está no radar, mas estamos trabalhando para evitar esse cenário”, ressaltou Caiado.
Soluços controlados
Outro progresso destacado foi a interrupção dos soluços que persistiam havia cerca de 24 horas. Um novo medicamento foi incluído para conter o problema, associado ao quadro de broncopneumonia após aspiração de vômito, complicação que remonta à facada sofrida por Bolsonaro na campanha de 2018.
Possibilidade de prisão domiciliar
Questionado sobre o pedido de prisão domiciliar apresentado pela defesa do ex-presidente ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, Caiado avaliou que, sob o ponto de vista médico, um ambiente residencial pode favorecer a recuperação. “Um ambiente mais acolhedor, com equipe multidisciplinar, acompanhamento contínuo e alimentação adequada, sem dúvida é melhor para o paciente”, disse.
Segundo o médico, Bolsonaro tem seguido rigorosamente as orientações e demonstrou preocupação com a gravidade desta infecção. “Ele sentiu mais o impacto dessa infecção desta vez”, completou.
Com informações de Direita Online