A classificação de André Ventura, do partido conservador Chega, para o segundo turno da eleição presidencial de Portugal mobilizou políticos da direita brasileira no fim de semana. O primeiro turno foi realizado no domingo, 18 de janeiro de 2026, e, pela primeira vez em quatro décadas, o pleito lusitano precisará de uma nova votação, marcada para 8 de fevereiro.
Ventura obteve cerca de 23,5 % dos votos, ficando atrás do socialista António José Seguro, que registrou aproximadamente 31 %, percentual insuficiente para vitória em turno único. Com foco em temas como identidade nacional, imigração, doutrinação ideológica e soberania, o líder do Chega consolidou-se como principal adversário do campo progressista.
Repercussão no Brasil
Nas redes sociais, aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) saudaram o resultado.
- Flávio Bolsonaro, senador e pré-candidato ao Palácio do Planalto, compartilhou vídeo de Ventura comemorando e escreveu: “Os portugueses merecem um futuro sem as mazelas do socialismo”.
- Eduardo Bolsonaro, ex-deputado federal, publicou foto ao lado do candidato português e parabenizou “os cidadãos portugueses, mesmo os de fora, que votaram nele”.
- A deputada Caroline De Toni (PL-SC) afirmou que o Chega “se consolida como a principal força de oposição ao sistema socialista que domina Portugal há décadas”.
- Júlia Zanatta (PL-SC) celebrou dizendo que “a direita avança no mundo todo”.
- Vice-líder da oposição, Carlos Jordy (PL-RJ) qualificou a disputa como “fundamental para a retomada da Europa” e defendeu “chega de esquerda em Portugal”.
- Bia Kicis (PL-DF) destacou o ineditismo do segundo turno e pediu apoio a Ventura: “Brasileiros que votam no Brasil podem fazer a diferença”.
Aproximação com conservadores brasileiros
O respaldo dos parlamentares brasileiros se intensificou após declarações de Ventura no Parlamento português em 2023, quando chamou o presidente Lula de “bandido” e disse compreender “a fúria e a angústia de milhões de brasileiros” contrários à eleição de um “presidente recém-saído da cadeia”.
Na mesma ocasião, o fundador do Chega criticou a política externa brasileira, alegando proximidade de Lula com a Rússia, hesitação em condenar ditaduras sul-americanas e alinhamento com a China, além de reiterar denúncias de corrupção.
Com o segundo turno agendado para 8 de fevereiro, portugueses residentes no Brasil e em outros países voltarão às urnas para decidir quem comandará o Palácio de Belém pelos próximos cinco anos.
Com informações de Gazeta do Povo