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Banco Central expõe suspeitas de fraude e alerta sobre risco sistêmico ao sustentar liquidação do Banco Master

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O Banco Central (BC) encaminhou ao Tribunal de Contas da União (TCU) um relatório que sustenta a liquidação extrajudicial do Banco Master, decretada em 2025. No documento, a autarquia descreve indícios de gestão fraudulenta, operações simuladas e uma rede de reciclagem de recursos por meio de fundos de investimento e empresas ligadas à instituição.

Segundo o BC, a intervenção ocorreu após o Master entrar em grave crise de liquidez e descumprir reiteradamente normas prudenciais. A liquidação, afirma o órgão regulador, foi a última alternativa para preservar depósitos e garantir a estabilidade do sistema financeiro.

Suspeitas comunicadas ao MPF

O relatório informa que o Banco Central já comunicou ao Ministério Público Federal (MPF) as suspeitas de gestão fraudulenta e de operações financeiras fictícias, condutas que podem configurar crime. A autarquia argumenta que anular a liquidação implicaria “riscos graves” para todo o mercado bancário.

Pressões em Brasília

A decisão encontra resistência em Brasília. No TCU, um ministro questionou a “precipitação” da medida. No Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Dias Toffoli colocou o procedimento sob sigilo e adotou atos considerados atípicos, aumentando a desconfiança de interferências políticas.

Outro ministro do Supremo, Alexandre de Moraes, também é citado no contexto: o escritório de advocacia de sua esposa, Viviane Barci de Moraes, possuía contrato de R$ 129 milhões com o Banco Master. Reportagens apontaram que Moraes teria telefonado ao presidente do BC para tratar do tema, fato negado por ambos.

Relações do controlador

O proprietário do Banco Master, Daniel Vorcaro, mantém boas relações com autoridades em Brasília, o que intensificou o lobby contra a intervenção. Apesar das pressões, o Banco Central reiterou ao TCU que todos os mecanismos de recuperação foram esgotados antes da liquidação.

Para a autoridade monetária, reverter a medida colocaria em risco a confiança de poupadores e investidores, além de ameaçar a solidez do sistema financeiro nacional.

Com informações de Gazeta do Povo