O Avante oficializou nesta semana o escritor e psiquiatra Augusto Cury como pré-candidato à Presidência da República nas eleições deste ano. O anúncio foi feito nas redes sociais do partido, que defendeu a necessidade de uma “nova opção” no cenário político nacional.
Cansaço com a polarização
No comunicado, a legenda afirmou que a população está exaurida com o atual ambiente político: “O povo brasileiro não aguenta mais essa polarização e é preciso virar essa página com alguém que consiga fazer o nosso país avançar com prosperidade e qualidade de vida para as pessoas!”
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Antes da confirmação, Cury já manifestava interesse em disputar o Planalto, mas dizia depender de um partido que viabilizasse a candidatura. “Minha candidatura só será possível se houver um partido que me convide, pois desejo fazer uma política de Estado, e não de partidos”, escreveu anteriormente.
Articulação com lideranças
Durante o período de conversas, o autor relatou encontros com Michel Temer, Gilberto Kassab, Marcos Pereira, Aécio Neves, Renata Abreu, pastor Everaldo, Aldo Rebelo, Suêd Haidar e Marcel Van Hattem. “Tive diálogos ricos e inteligentes com todos eles e, como sempre, sigo sendo um colecionador de bons amigos”, declarou.
Outros nomes na disputa
Além de Cury, já se apresentam como pré-candidatos Flávio Bolsonaro, Lula, Romeu Zema, Ronaldo Caiado, Renan Santos, Aldo Rebelo e Cabo Daciolo.
Trajetória do escritor
Nascido em São Paulo, Augusto Jorge Cury formou-se em Medicina com especialização em Psiquiatria. Fora do meio acadêmico tradicional, tornou-se um dos autores mais lidos do país, com mais de 25 milhões de exemplares vendidos no Brasil e obras publicadas em mais de 70 países.
Cury criou a Teoria da Inteligência Multifocal, que investiga a construção dos pensamentos e a influência das emoções nas decisões. O conceito ganhou notoriedade a partir do livro “Inteligência Multifocal”, lançado em 1999.
Entre seus títulos de maior sucesso estão “O Homem Mais Inteligente da História”, “O Vendedor de Sonhos”, “Nunca Desista de Seus Sonhos”, “O Código da Inteligência” e “O Mestre dos Mestres”.
Ao filiar-se ao Avante, o escritor tenta converter sua popularidade literária em capital político, defendendo uma agenda de desenvolvimento humano e qualidade de vida para superar conflitos ideológicos.
Com informações de Direita Online