Home / Política / Atos do Acorda Brasil lotam capitais, atacam STF e impulsionam Flávio Bolsonaro para 2026

Atos do Acorda Brasil lotam capitais, atacam STF e impulsionam Flávio Bolsonaro para 2026

ocrente 1772420676
Spread the love

Manifestações convocadas pelo movimento Acorda Brasil reuniram milhares de pessoas neste domingo, 1.º de março, em pelo menos oito capitais. Os protestos pediram anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro, cobraram o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e reforçaram a pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao Planalto em 2026.

São Paulo concentra principais lideranças

Na Avenida Paulista, em São Paulo, a concentração começou pouco antes do meio-dia e transformou-se no principal ponto de mobilização. No carro de som batizado de “Avassalador”, discursaram Flávio Bolsonaro, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) — organizador do ato —, os governadores Ronaldo Caiado (PSD-GO) e Romeu Zema (Novo-MG), além do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, e do prefeito paulistano Ricardo Nunes (MDB).

Flávio adotou tom eleitoral ao prometer anistia e projetar o retorno do pai, Jair Bolsonaro, ao Palácio do Planalto em 2027. Caiado afirmou que, caso eleito, assinará “anistia plena” aos investigados do 8 de janeiro como primeiro ato de governo. Já Zema declarou que “ninguém é intocável”, em alusão indireta a ministros do STF.

Críticas a Moraes e Toffoli dominam discursos

No alto do trio elétrico, Nikolas Ferreira disse que o destino do ministro Alexandre de Moraes “é a cadeia” e defendeu também o afastamento de Dias Toffoli. O senador Flávio Bolsonaro reafirmou apoio ao impeachment de magistrados que, segundo ele, extrapolem suas funções. O pastor Silas Malafaia chamou Moraes de “ditador da toga” e acusou o ministro de ter o poder “comprado” por supostos contratos do Banco Master com sua família.

Anistia vira eixo nacional dos protestos

A derrubada do veto presidencial ao projeto da dosimetria, vista pelos manifestantes como passo inicial para a libertação de presos do 8 de janeiro, foi a principal bandeira em todas as capitais. Entre os gritos mais ouvidos estavam “Anistia já” e “Fora, Moraes”.

Atos em outras capitais

Em Brasília, a manifestação concentrou-se em frente ao Museu da República, com discursos dos senadores Izalci Lucas (PL-DF) e Rogério Marinho (PL-RN) e da deputada Bia Kicis (PL-DF). No Rio de Janeiro, o deputado Carlos Jordy (PL-RJ) liderou o público em Copacabana. Belo Horizonte recebeu novo pronunciamento de Nikolas ao lado de Zema. Salvador, Curitiba, Goiânia e Porto Alegre também registraram atos com foco na anistia.

Com a presença de pré-candidatos ao Planalto no mesmo palanque, dirigentes da direita enxergaram nos protestos uma tentativa de unificação do campo conservador em torno de uma agenda comum para as eleições de 2026.

Com informações de Gazeta do Povo