Brasília, 1º de março de 2026 – Manifestações convocadas pelo movimento “Acorda, Brasil” mobilizaram milhares de pessoas neste domingo (1) em Brasília, Belo Horizonte, Curitiba, Goiânia, São Paulo e Salvador. Os atos, organizados por grupos de direita, pediram anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro, criticaram o Supremo Tribunal Federal (STF) e defenderam a pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência.
Principais concentrações
Brasília – A mobilização começou às 10h em frente ao Museu da República. No carro de som, os senadores Izalci Lucas (PSDB-DF) e Rogério Marinho (PL-RN), além da deputada Bia Kicis (PL-DF), discursaram pelo perdão aos réus do 8 de janeiro e contra “arbitrariedades” atribuídas ao Judiciário.
São Paulo – Na Avenida Paulista, perto do MASP, o carro de som “Avassalador” reuniu o presidente do PL, Valdemar da Costa Neto, e os deputados federais Ricardo Salles (PL-SP) e Philippe de Orléans e Bragança (PL-SP). O tradicional boneco “Pixuleco” de Lula, vestido de presidiário, foi erguido novamente, ao lado de uma versão de Jair Bolsonaro com a boca coberta e a frase “Falem por mim!”.
Belo Horizonte – Na Praça da Liberdade, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) conduziu o ato acompanhado do governador Romeu Zema (Novo). Em clima descontraído, Nikolas escreveu “Acorda, Brasil” com caneta vermelha na camiseta branca de Zema.
Salvador – Manifestantes se reuniram diante do Farol da Barra e seguiram em cortejo pela Avenida Oceânica, animados por carros de som.
Em Curitiba e Goiânia, também houve concentração de apoiadores desde as primeiras horas da manhã, com bandeiras verde-amarelas e faixas pedindo “liberdade” para Bolsonaro.
Pautas do protesto
Entre as reivindicações estiveram:
- Anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro;
- Derrubada do veto presidencial ao Projeto de Lei da Dosimetria;
- Impeachment de ministros do STF;
- Críticas ao governo Lula (PT);
- Combate à corrupção e oposição a novos aumentos de impostos.
Ambiente pré-eleitoral
Os atos ocorrem em meio à pré-campanha de Flávio Bolsonaro, escolhido pelo PL como candidato ao Palácio do Planalto. Segundo organizadores, as mobilizações servem como “teste de narrativa” para medir a receptividade de pautas como anistia e críticas ao STF no eleitorado conservador. Aliados, porém, avaliam que ataques mais duros à Corte podem afastar setores de centro que o senador busca atrair.
A movimentação deste domingo reforça a estratégia da direita de manter presença constante nas ruas enquanto se define a chapa para 2026.
Com informações de Gazeta do Povo