O ex-ministro Aldo Rebelo comunicou sua saída do MDB e será lançado pré-candidato à Presidência da República pelo Democracia Cristã (DC). O evento de apresentação está marcado para 31 de janeiro, em São Paulo.
Estratégia e “4 Rs”
Rebelo, que integrou o PCdoB por quatro décadas antes de romper com a sigla, declarou que centrará a campanha em quatro eixos: retomada do crescimento, redução das desigualdades, revalorização da democracia e reconstrução da agenda de defesa nacional. O ex-ministro afirma não querer rótulos de direita, esquerda ou “terceira via”.
Comunicação ao MDB
A decisão de deixar o MDB foi informada à direção do partido na semana passada. Embora reconheça o tamanho reduzido do DC, Rebelo sustenta que a legenda “não tem dono” e não estaria submetida, segundo ele, a pressões de agentes financeiros, do Supremo ou de esquemas no Congresso.
Desempenho nas pesquisas
Levantamento Genial/Quaest divulgado nesta terça-feira (16) testou o nome de Aldo Rebelo para 2026. Ele apareceu com 1% a 2% das intenções de voto no primeiro turno. A pesquisa ouviu 2.004 pessoas presencialmente entre 11 e 14 de dezembro, com margem de erro de dois pontos percentuais e 95% de confiança.
Comando do partido
O Democracia Cristã é presidido por João Caldas, pai do prefeito de Maceió, João Henrique Caldas (PL), conhecido como JHC. João Caldas é também marido da senadora Eudócia Caldas (PL) e irmão da ministra do Superior Tribunal de Justiça, Marluce Caldas.
Embate com Alexandre de Moraes
Em maio deste ano, o ministro do STF Alexandre de Moraes ameaçou prender Rebelo por desacato durante depoimento no inquérito que apura tentativa de golpe de Estado. O ex-ministro foi chamado como testemunha de defesa do almirante Almir Garnier e discutiu com Moraes após defender a expressão “colocar tropas à disposição” como figura de linguagem.
Apoio de Bolsonaro
Em novembro do ano passado, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) elogiou Aldo Rebelo, classificando-o como “um cara fantástico em todos os aspectos”.
Com informações de Gazeta do Povo