O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB-SP) declarou nesta quinta-feira (2) que pessoas que apoiam regimes ditatoriais “não deveriam nem ser candidatas”. A fala ocorreu durante um café da manhã com jornalistas em Brasília, organizado para marcar sua saída do comando do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
“Democracia: nós salvamos a democracia, versus ditadura, autoritarismo. Nós, eu e o presidente Lula, salvamos a democracia. (…) Quem apoia ditadura não deveria nem ser candidato. Quem não acredita no povo, por que se candidatar?”, afirmou Alckmin.
Sondagens eleitorais
Questionado sobre o avanço do senador Flávio Bolsonaro (PL-SP) nas pesquisas para a eleição de outubro, o vice-presidente minimizou o movimento e disse que, na maior parte dos levantamentos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece na frente.
Viagem ao Irã em 2024
Alckmin não especificou quais regimes considerava inaceitáveis, nem se se referia a governos estrangeiros ou a períodos autoritários da história brasileira. Em 2024, o vice-presidente viajou a Teerã para a posse do presidente iraniano Masoud Pezeshkian. Na ocasião, esteve próximo a Ismail Haniyeh, líder do grupo Hamas, morto pouco tempo depois.
Relações do PT com Caracas e Havana
Os governos do PT mantêm histórica proximidade com os regimes de Venezuela e Cuba. A relação com o presidente venezuelano Nicolás Maduro sofreu abalos em agosto de 2024, quando surgiram indícios de mais uma eleição manipulada no país vizinho. Lula passou a adotar tom crítico ao chavismo, embora sem romper formalmente. Em 2005, no primeiro mandato, o petista havia dito em Brasília, ao lado de Hugo Chávez, que a Venezuela vivia “um excesso de democracia”.
Com informações de Gazeta do Povo