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Advogado de Filipe Martins chama prisão preventiva de “vingança” de Moraes

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Brasília — O ex-assessor especial da Presidência da República Filipe Martins foi detido preventivamente pela Polícia Federal na manhã desta sexta-feira (2), em Ponta Grossa (PR), por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Em vídeo publicado na rede social X, o advogado de Martins, Jeffrey Chiquini, declarou que a ordem não tem amparo legal e representa antecipação de pena: “Não é uma medida cautelar; é uma medida de vingança”, afirmou.

Defesa nega violação de cautelares

Em nota, a equipe jurídica sustentou que Martins cumpria todas as condições impostas pelo STF e não utilizava redes sociais “de forma ativa”. Segundo os defensores, as contas digitais do ex-assessor estão sob custódia exclusiva dos advogados para “preservação de provas”, sem qualquer manifestação pública.

Os advogados argumentam que consultas técnicas a plataformas digitais não configuram descumprimento da proibição de publicações ou interações. Mesmo assim, Moraes entendeu haver “efetivo descumprimento”, apontando que a própria defesa reconheceu acesso às redes.

Reações no Congresso e na imprensa

O deputado Marcel Van Hattem (Novo-RS) criticou a decisão, dizendo que o ministro ignorou a informação de que apenas a defesa acessou as contas. Já o deputado Carlos Jordy (PL-RJ) classificou a prisão como “puro sadismo”.

O jornalista norte-americano Glenn Greenwald escreveu que Moraes demonstra “obsessão” por Martins e relembrou a detenção anterior do ex-assessor, em 2022.

A decisão de Moraes ressalta que a possibilidade de converter prisão domiciliar em preventiva estava prevista em caso de violação das cautelares e que houve “desprezo” pelas determinações judiciais.

Com informações de Gazeta do Povo