Brasília — O advogado Jeffrey Chiquini, defensor do ex-assessor presidencial Filipe Martins, tornou-se alvo de uma petição apresentada ao Supremo Tribunal Federal (STF) depois de publicar em rede social um vídeo que mostra o ministro Flávio Dino pulando Carnaval em 2023 e fazendo o gesto do “L”, associado à campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O requerimento foi protocolado pelo também advogado Odair José, ex-servidor do governo do Maranhão na gestão Dino. Na peça, ele sustenta que a postagem configura ataque ao STF e pede a abertura de inquérito ou a inclusão do episódio em investigações já em andamento.
Publicação e reação
Chiquini publicou o vídeo em 17 de fevereiro de 2026 na plataforma X. As imagens mostram Dino sobre um trio elétrico da cantora Vanessa da Mata, em São Luís, durante o Carnaval de 2023, época em que o hoje ministro do STF chefiava o Ministério da Justiça e Segurança Pública.
Ao divulgar o conteúdo, o advogado escreveu: “Flávio Dino pulando Carnaval fazendo o L”, acrescentando que a conduta configuraria “crime de responsabilidade por atividade político-partidária”. Notas da própria rede social, porém, lembraram que Dino não integrava o STF na data da gravação.
Após a petição, Chiquini reagiu em nova postagem: “Flávio Dino mandou seu braço direito me acusar no STF?”. Ele reiterou que o vídeo é autêntico e criticou a proximidade entre Odair José e o ministro.
Histórico de atritos
O relacionamento entre Dino e Chiquini já havia sido marcado por confrontos em sessões da Primeira Turma do STF. Em 22 de maio de 2024, durante julgamento envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro, Dino advertiu o advogado sobre o tom da sustentação oral e mencionou a possibilidade de prisão por desrespeito à ordem da sessão.
Meses depois, o ministro voltou a repreender Chiquini por suposta extrapolação dos limites da defesa. Em 9 de dezembro de 2025, Dino ordenou que um policial retirasse o advogado da tribuna após novas críticas dirigidas à Corte.
O vídeo de Carnaval agora integra a lista de episódios que aproximam o nome de Chiquini das investigações conduzidas no Supremo.
Com informações de Gazeta do Povo