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Na abertura do ano judiciário, Fachin cobra autocontenção e entrega código de ética a Cármen Lúcia

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O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Edson Fachin, defendeu “ponderações e autocontenção” do Judiciário durante a sessão solene que marcou o início do ano judiciário, nesta segunda-feira (2), em Brasília.

Ao discursar, Fachin afirmou que o “momento histórico” requer um reencontro com o sentido da República e a harmonia entre os Poderes. “Devemos ser fortes o suficiente para não precisar fazer tudo”, declarou, numa referência direta às críticas de invasão de competências dirigidas ao STF.

Ministra vai relatar proposta de código de ética

Na mesma cerimônia, o presidente da Corte anunciou que a ministra Cármen Lúcia será a relatora do projeto de código de ética destinado aos magistrados do STF. Segundo Fachin, a medida é um “compromisso de gestão” voltado a reforçar integridade e transparência.

A discussão sobre o novo código ganhou força após reportagens apontarem vínculos entre o ministro Dias Toffoli e o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O texto em elaboração deve impor limites à participação pública dos ministros e exigir divulgação de ganhos com palestras ou eventos.

Prioridades para 2026

Fachin também citou ações prioritárias para o ano, entre elas:

  • fortalecimento do Observatório de Integridade e Transparência do CNJ;
  • avaliação de processos eletrônicos com foco na “humanização e inteligência” do serviço;
  • combate à violência contra a mulher, com meta de análise de medidas protetivas em até 48 horas;
  • criação de painel nacional sobre crime organizado, previsto para março.

Ao encerrar a fala, o ministro reiterou que o STF permanecerá vigilante na defesa da Constituição, mas atento aos limites institucionais. “A independência judicial é salvaguarda da democracia”, concluiu.

Com informações de Gazeta do Povo