Caracas, 30 dez. 2025 – A cooperação entre Venezuela, Irã e o grupo libanês Hezbollah ganhou novos contornos nos últimos anos e, segundo o cientista político Lawrence Maximus, transformou o país sul-americano em “plataforma de terrorismo” voltada contra interesses ocidentais.
Em artigo publicado nesta terça-feira (30), o estudioso lembra que a parceria não é recente, mas se aprofundou à medida que Teerã passou a enxergar na Venezuela um Estado fragilizado, rico em recursos naturais e estrategicamente situado ao sul dos Estados Unidos. Para o presidente Nicolás Maduro, argumenta Maximus, o respaldo tecnológico e político fornecido pelo Irã tornou-se essencial diante do colapso econômico interno e da pressão internacional.
O analista destaca que unidades da Guarda Revolucionária Iraniana (IRGC) e do Hezbollah já teriam presença documentada em território venezuelano, operando com “cooperação plena e aberta” do governo de Caracas. Essa aproximação, observa, baseia-se na visão comum de oposição ao Ocidente e utiliza a soberania venezuelana como escudo para atividades transnacionais.
Maximus avalia que iniciativas de controle financeiro, vigilância logística e articulação multilateral podem reduzir a força dessas redes, mas ressalta que, sem mudança política interna, a América do Sul continuará exposta a disputas silenciosas entre grupos extremistas e democracias ocidentais.
No mesmo texto, o especialista afirma que o então presidente norte-americano Donald Trump elevou o confronto a “novo patamar” ao ordenar o primeiro ataque terrestre contra alvos na Venezuela. Detalhes sobre a operação não foram divulgados.
Com informações de Pleno.News