O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recebeu o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, nesta segunda-feira (18) em Washington. A reunião, descrita como “encontro de crise em tempo de guerra”, contou ainda com a presença de Emmanuel Macron (França), Friedrich Merz (Alemanha), Keir Starmer (Reino Unido) e Ursula von der Leyen (Comissão Europeia).
Durante a conversa, Trump indicou disposição para oferecer garantias de segurança norte-americanas a Kiev, movimento visto pelos presentes como possível ponto de virada nas tratativas diplomáticas. O republicano, contudo, reafirmou que não pretende enviar tropas dos Estados Unidos à linha de frente, sinalizando eventual apoio aéreo ou cooperação estratégica com aliados europeus.
Os líderes europeus manifestaram apoio ao modelo de garantias inspirado no Artigo 5 da OTAN, porém descartaram a adesão imediata da Ucrânia à aliança militar. A iniciativa reforça a formação de uma “coalizão dos dispostos”, cujo objetivo declarado é assegurar a estabilidade regional enquanto se mantém a pressão diplomática sobre Moscou.
A forma exata dessas garantias ainda não foi detalhada, e a ausência de um cessar-fogo continua a dificultar avanços mais concretos. Um possível encontro futuro entre Trump, Zelensky e o presidente russo, Vladimir Putin, circula nos bastidores, mas não há confirmação oficial de Moscou.

Imagem: pleno.news
Mesmo sem definições sobre mecanismos e limites de envolvimento, a sinalização de Washington representa a primeira mudança significativa na postura norte-americana desde o início do conflito, ao conciliar o discurso de menor intervenção direta com o compromisso de conter a ofensiva russa.
Com informações de Pleno.News