Três integrantes da família Soren — Jitendra Soren, sua esposa Malati e a filha de 15 anos — foram mortos a golpes de machado em 25 de janeiro, na vila de Nialijharan, estado de Odisha, leste da Índia. O crime, segundo a organização Christian Solidarity Worldwide (CSW), teria sido motivado pela oposição de parentes à conversão dos Sorens ao cristianismo.
A família abraçou a nova fé há cerca de um ano. Nas semanas anteriores ao ataque, irmãos e sobrinhos de Jitendra teriam ameaçado matar o casal e os filhos caso continuassem a frequentar a igreja. Eles também os acusavam de praticar “magia negra”.
No dia do crime, os parentes retornaram à casa e reiteraram as acusações. Testemunhas relatam que Jitendra foi derrubado, a filha adolescente tentou defendê-lo e foi morta primeiro. Malati morreu ao tentar proteger a filha, e Jitendra foi assassinado quando tentava fugir. Uma filha mais nova escapou; a família ainda tem uma filha adulta, casada, e um filho que estudava fora da vila.
Os sobreviventes estão escondidos na residência de um amigo. A polícia abriu um Boletim de Ocorrência, mas classificou o caso como disputa de terras, sem mencionar possível motivação religiosa.
Mervyn Thomas, fundador e presidente da CSW, criticou a tipificação oficial. Para ele, tratar o episódio como conflito fundiário “distorce os fatos” e impede que a justiça reconheça a “animosidade anticristã e as falsas alegações de magia negra” que teriam impulsionado o ataque. A entidade pediu que as autoridades protejam as crianças sobreviventes e enfrentem a escalada de intolerância religiosa em comunidades tribais.
Até o momento, não há informações sobre prisões relacionadas ao caso.
Com informações de Folha Gospel