Brasília — A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal condenou o deputado federal Gildenemir de Lima Sousa, o Pastor Gil (PL-MA), por participação em um esquema de cobrança de propina para liberar emendas parlamentares destinadas ao município de São José de Ribamar (MA).
Decisão e pena
Por maioria, os ministros fixaram 5 anos e 6 meses de reclusão em regime semiaberto e aplicação de multa ao parlamentar. O voto condutor ficou a cargo do relator, ministro Cristiano Zanin, que acolheu as provas apresentadas pela Procuradoria-Geral da República (PGR).
Como funcionava o esquema
De acordo com a denúncia do Ministério Público Federal, deputados e aliados exigiam cerca de 25% do valor das emendas como condição para que os recursos chegassem às prefeituras. No caso analisado, o grupo teria solicitado R$ 1,6 milhão em propina para liberar aproximadamente R$ 6,6 milhões ao município maranhense.
As investigações descrevem uma estrutura organizada com divisão de tarefas entre parlamentares, intermediários e servidores que tratavam diretamente com gestores locais.
Outros envolvidos
Além de Pastor Gil, outros seis réus foram sentenciados por corrupção e integração à organização criminosa. Parte dos acusados foi absolvida de alguns delitos por falta de provas.
Perfil do deputado
Nascido em Monção (MA), Pastor Gil é líder da Assembleia de Deus e ocupou a secretaria-geral da Convenção Estadual da denominação (CEADEMA). Ele foi eleito para a Câmara dos Deputados em 2018 pelo Partido Liberal.
A defesa do parlamentar ainda pode recorrer da decisão do STF.
Com informações de Folha Gospel