Home / Notícias / Sociedade Americana de Cirurgiões Plásticos recomenda adiar cirurgias de redesignação sexual em menores até os 19 anos

Sociedade Americana de Cirurgiões Plásticos recomenda adiar cirurgias de redesignação sexual em menores até os 19 anos

ocrente 1773244206
Spread the love

Washington (EUA) – A Sociedade Americana de Cirurgiões Plásticos (ASPS) passou a orientar seus membros a postergar cirurgias de redesignação sexual em pacientes com menos de 19 anos. A entidade alega preocupações éticas, possibilidade de danos irreversíveis e falta de comprovação robusta de benefícios a longo prazo.

Primeira grande entidade a se opor em público

É a primeira vez que uma organização médica de grande porte se posiciona contra procedimentos de transição de gênero em menores. A ASPS reúne mais de 11 000 cirurgiões plásticos em todo o mundo, número superior ao total de profissionais certificados pelo Conselho Americano de Cirurgia Plástica desde 1937.

Baixa qualidade das evidências e riscos permanentes

No comunicado, a sociedade menciona estudos recentes que apresentam “evidências de baixíssima ou baixa certeza” sobre ganhos de saúde mental, além de “preocupações emergentes” quanto a danos permanentes nos casos de intervenções em seios, genitais ou face.

Segundo a nota, faltam dados conclusivos sobre resultados físicos, psicológicos e psicossociais de longo prazo. A entidade sustenta que, sem essa base, não é possível afirmar que o balanço entre riscos e benefícios seja favorável.

Recuo em relação a posições anteriores

Em anos recentes, a ASPS havia se alinhado a outras organizações que apoiavam cirurgias de transição em adolescentes. Há dois anos, porém, a entidade declarou a seus associados que não endossava diretrizes externas para tratar crianças ou jovens com disforia de gênero, citando “clima de incerteza”.

Desde então, revisões como a Cass Review, no Reino Unido, e a análise de 2025 do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos foram incorporadas à avaliação da sociedade. Esses levantamentos apontaram lacunas nos registros de resultados e aumentaram a percepção de possíveis danos.

Dificuldade em prever evolução do quadro

A ASPS ressalta que parcela significativa das crianças com disforia de gênero antes da puberdade apresenta redução ou desaparecimento do desconforto na vida adulta sem intervenção médica. Porém, ainda não existem métodos confiáveis para prever quais casos persistirão.

A recomendação tem peso adicional porque os cirurgiões plásticos afiliados à ASPS são, em grande parte, responsáveis pelos procedimentos de redesignação, considerados invasivos e permanentes.

O documento conclui solicitando que cirurgiões aguardem até que o paciente complete 19 anos antes de realizar cirurgias de mama, genitais ou face voltadas à transição de gênero.

Com informações de Folha Gospel