Home / Notícias / Sob pressão policial, líder cristão chinês muda grupo de jovens quatro vezes em um ano

Sob pressão policial, líder cristão chinês muda grupo de jovens quatro vezes em um ano

ocrente 1759862793
Spread the love

PEQUIM – O líder cristão chinês Da Wei, 40, tem se visto obrigado a mudar constantemente de endereço para manter suas atividades religiosas voltadas a crianças e adolescentes. Pai de quatro filhos e convertido ao cristianismo desde o Ensino Médio, ele já fugiu da polícia quatro vezes para proteger o ministério “Viajantes”, que atende cerca de 50 jovens com média de 14 anos.

Acampamento interrompido e prisão

Quando tinha 20 anos, Da Wei decidiu dedicar-se integralmente ao evangelismo. Em uma das iniciativas, organizou um acampamento para aproximadamente 100 participantes de 16 a 20 anos. O encontro foi interrompido pela polícia, que deteve o líder por 17 dias e aplicou multa de US$ 990. Cada jovem também foi multado entre US$ 28 e US$ 70, valor coberto pela igreja para aqueles que não podiam pagar.

Nascimento do “Viajantes”

Mesmo após a prisão, Da Wei fundou o grupo missionário “Viajantes” para alcançar crianças e adolescentes marginalizados. Metade dos atendidos vem de lares de baixa renda ou vive situação de abandono escolar. Além de oferecer ensino, o ministério cria um ambiente seguro para recuperação emocional e discipulado cristão.

Mudanças constantes

Devido a interrogatórios frequentes e intensificação da vigilância, o “Viajantes” precisou mudar de local quatro vezes em 12 meses. A pressão levou o líder a relatar cansaço extremo e sensação de impotência diante da responsabilidade.

Apoio de parceiros

Organizações ligadas à Missão Portas Abertas forneceram espaço seguro e treinamento para que o trabalho continuasse. Alguns ex-alunos já atuam como missionários dentro e fora da China, evidenciando a continuidade do projeto apesar das restrições.

As mudanças de endereço e as punições não impediram Da Wei de seguir com o objetivo de levar a Bíblia a jovens chineses em contexto de perseguição religiosa.

Com informações de Folha Gospel